Verdade!
Também quem me manda cozinhar para descarregar a tristeza?
Bem feita!
Estava chateada com uma coisa. Aliás, desiludida era o termo mais correto.
Tinha uns Raviolis no frigorífico para preparar. Pensei em fazê-los no forno com molho de tomate e queijo a gratinar.
Já tinha pensado nisso uns dias antes mas fui deixando para depois porque queria fazer com calma. Ia inventar mais uma receita. Já tinha planeado assim por traços gerais como é que ia fazer o molho. Tinha mozzarella fresca para colocar por cima... Tinha tudo para dar certo!
Como cheguei a casa com o gás ligado, peguei na ideia inicial que vinha na minha cabeça e simplifiquei-a- Simplifiquei tanto que ficou uma porcaria.
Eu e o
Miúdo detestamos o sabor da cebola crua. Ficou a saber a cebola crua.
Não tirei foto porque o aspeto ficou divinal, que não condizia com o sabor.
Estava a comer contrariada. O Miúdo dizia-me que "até se come".
Eu estava prestes a chamar pelo Gregório e pensei "Este é o homem da minha vida!"
Melhor, tive que reforçar a ideia por 3 vezes. Uma por ter dito o "até se come" com um sorriso na cara que não era verdadeiro mas era para me ver feliz, outra porque ele disse que não se importava de trazer o que sobrou para almoço de hoje e outra porque disse "ai, nem quero pensar se era eu que fazia esta comida a saber assim" mas com ar de preocupação e de alivio ao mesmo tempo.
Verdade!