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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Diz que a Media Markt tem uns produtos jeitosos!



No meio de um catalogo com um frigorífico, maquinas de lavar roupa, maquina da louça, torradeira, e etc. a Media Markt apresenta outros utensílios imprescindíveis às fadas do lar, senão, atentem:




E se fizerem zoom, vão perceber que um dos artigos é um Babypod Coluna Intravaginal (para que os bebés possam ouvir musica desde a gestação). Claro, salta a vista o que tem o formato mais ergonómico para uso intravaginal (pelo menos foi logo o que eu pensei) mas não... Calma mães gestantes deste mundo, para dar musica aos vossos bebés não é com esse amigo que nos salta à vista, mas sim com aquela coisinha mais pequenina que aparece ali ao lado... Vá, tanto quanto sei, é que mulheres gravidas não precisam destes artefactos, tal é a vontade que até as "faz subir paredes"... Pelo menos é o que ouço... Mulher grávida é (quer) f0£@ mesmo! E aposto que os companheiros agradecem! ;)

No fim pensei "e se eu estivesse gravida e quisesse por o bebé a ouvir musica de qualidade desde pequenino?" (entenda-se qualidade o meu gosto pessoal, porque o pensamento era meu) Quando o puto tivesse 5 anos andaria nos psicólogos da vida a tratar de uma hiperatividade qualquer. Com certeza!

Depois disto e de ontem ter ouvido o podcast da Prova Oral com a Silvia Baptista, autora do livro "Em Minha Casa ou na Tua?", teria meia dúzia de reflexões a partilhar... Mas isso, isso daria um post no mínimo... Um livro, quicá!
Ouçam, vale a pena!


Jelly Pearl

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Gémeas

Um casal que decide não revelar o sexo do bebé que vai nascer e quando as pessoas entram no quarto para visitar a mãe e o bebé e ficar a saber se é um menino ou uma menina, descobrem que é uma menina mais outra menina.
Esconderam a toda a gente que eram gémeas.
Vêm-se reações espetaculares!


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A bondade que nasce da Maternidade

Ontem à noite recebi a seguinte mensagem no telemóvel:

"Meninas (verdadeiro nome de Jelly Pearl e verdadeiro nome de amiga de Jelly Pearl que trabalha comigo) desculpem estar a incomodar a esta hora mas queria contar-vos uma coisa pessoal (que sabe-se lá porque não vos contei no escritório), mas que a partir de agora faz todo o sentido... e sempre pode ser tema de conversa nos próximos meses... lol...! é que estou grávida (já de alguns meses)! Por isso, se andar esquisita (que tenho andado) já sabem porque...! Depois das nossas ultimas conversas quero que saibam que me fez pensar muito... e que unidas somos mais fortes! Atá Amanhã! Beijinho!"

E pronto... Isto vindo de uma pessoa que há uns meses atrás não me podia ver à sua frente mesmo que eu tivesse saído de uma banheira de ouro há 2 segundos e só me dirigia a palavra umas 3 ou 4 vezes por semana enquanto trabalharmos no mesmo projeto...

Mas se perguntarem: está a ser sincera?

Eu vou responder: Sim!

É que acho que de facto está.
Normalmente acusam-me de nunca ver maldade nas pessoas, ser ingénua, achar que toda a gente diz a verdade e que ninguém faz as coisas por mal. E sim, por norma é assim mesmo. Não a atitude das pessoas... As acusações que me fazem são fundamentadas. Acredito sempre nas pessoas pelo lado bom...
Já me senti furiosa várias vezes porque achei que não existissem segundas intenções quando estas existiam...

Também sei que não vai passar a ser minha BFF. Se calhar nem FriendF. Nem mesmo Friend a curto prazo.

Mas acredito que, nesta situação em particular, ela realmente queira por um ponto final nas divergências. Não sei se pela gravidez, não sei se porque soube de umas coisas recentemente que afinal fizeram a sua opinião sobre mim mudar significativamente, ou se até um misto dos dois, mas se acho que ela está a tentar esta aproximação com segunda intenções? Não, não acho.

Isso é uma coisa que vou notando nas varias pessoas que vou conhecendo no antes, durante e pós gravidez. As mulheres ficam mais sensíveis e solidárias umas com as outras.
Devem existir milhentos estudo que corroborem com esta minha teoria e, se calhar, outros quinhentos que discordem, mas aqui refiro-me aos meus estudos de caso.

(Daqui a nada sinto que podia fazer uma dissertação sobre o assunto apenas por observação dos casos que conheço)

Nunca fui mãe nem estou gravida mas acho que quando cresce um bebé na barriga da mulher, há mais coisas que crescem e não me refiro só à barriga, mamas e anca... Os sentimentos.
Só há uma coisa que diminui: é a inteligência! ;)
E isto já não sou eu que digo, mas as grávidas todas que conheço, os meus estudos de caso! ;)


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A propósito das Malditas Heranças

O blog Pais de Quatro anda em divagação sobre o tema heranças e eu tenho acompanhado mas de "longe".
Cada vez que tento escrever um comentário, acho que excederia o número de caracteres permitidos.

Este é um assunto que me dá a volta às tripas porque já me morderam os calcanhares.

(grande frase! - Ou não)

Não me dou às dores por me sentir lesada num processo de partilhas. Os meus pais cá andam como jovens, a minha irmã e eu ainda não vemos esse cenário nem perto nem longe, se o víssemos, não nos chatearíamos por nada disso até porque, o património dos meus pais resume-se quase a umas colchas para a cama de casal e essa mesma cama que têm desde que casaram há quase 30 anos.

Mas quando digo que já senti os calcanhares mordidos tem a ver com pessoas próximas, principalmente os casos das minha avós, ambas com muitos filhos (uma com 6 e outra com 8).

É triste que todos os filhos tenham que ser iguais perante a lei. É triste que numa família de 8 irmãos, apenas 4 se cheguem para cuidar da sua mãe, sendo que duas dos restantes já não sabem absolutamente nada sobre a sua mãe há mais de 10 anos (e uma mora na mesma rua a 200 metros e outra a 2 Kms).

O Direito não vê histórias. Mas também não vê factos.

E devia ver porque herdar o que é dos pais, não devia ser um direito mas sim um agradecimento e recompensa pelo trabalho. Como qualquer outra coisa na vida.

Por isso cá vai uma história.

Uma senhora ficou viúva há mais de 30 anos. No ano após perder o marido, perde um dos seus 8 filhos com 18 anos num trágico acidente de mota à porta de casa.
Essa senhora luta desmedidamente para dar a carta de condução a cada um dos filhos, cria condições para que cada um deles consiga ter o seu próprio negócio com excepção de um deles que, pela morte do irmão (mais próximo) desenvolveu gaguez e uma série de problemas psicológicos (eu atrevia-me a dizer psiquiátricos mas que não foram tratados como tal). Sim, este era o orgulho da senhora: deu carta de condução a todos os filhos e todos tinham trabalho.

Viúva e sozinha, não muito diferente da época antes da morte do marido que emigrou para a Venezuela e vinha cá para visitar a mulher e lhe deixar mais um filho na sua barriga, continuou a trabalhar.

Trabalhou sempre, mesmo depois de lhe ter sido diagnostico problemas cardíacos, depois a osteoporose, e mais tarde até mesmo um cancro nos intestinos. Ah... Sim, esqueci-me de referir qual era o seu trabalho. Era vendedora ambulante de frutas, legumes e mercearia e como o seu trabalho permitia grandes horas de lazer, tinha como hobbies os trabalhos agrícolas, cuidar de porcos, vacas, coelhos, galinhas e às vezes patos e porquinhos da índia.

Aos 78 foi submetida uma cirurgia para remover o maldito cancro que apareceu nos intestinos mas ao final de uma semana, com alguns pontos ainda, lá andava ela na sua faina: animais, campo, trabalho, animais e dormir.

Infelizmente aos 80 anos começamos a ouvir:
"Tive 8 filhos, dei carta a todos e consegui por todos a trabalhar..."
"Tive 8 filhos, dei carta a todos e consegui por todos a trabalhar..."
"Tive 8 filhos, dei carta a todos e consegui por todos a trabalhar..."

E a história repetia-se mas cada vez mais curta. Até que rogamos pragas ao maldito Alzheimer por ter nascido e ter vindo dar o nome a esta doença (claro, eu sei, que se não fosse ele, ...)

E é assim. Hoje, com 83 anos, e todo este historial. É assim que quatro dos seus filhos cuidam desta senhora que durante anos e anos não esboçou um sorriso porque era dura demais para isso, até para um sorriso.

Os outros 4?
Um filho ficou lá trás na história...
Duas filhas há mais de 10 anos que guardam a melhor das recordações da minha avó, uma mulher cheia de vida e força (essencialmente para trabalhar e fazer crescer o património que estas vão herdar). Não sabem mais nada porque ouve uma dita bruxa/cartomante/qualquer-m*rda que lhes disse que a minha avó lhes queria muito mal... Mentes fracas!
E o outro, infelizmente mostra agora que os problemas psicológicos (volto a reforçar psiquiátricos na minha opinião) não ficaram resolvidos e impedem-no de ver as coisas como um homenzinho.

E é assim, na hora em que aquele coração fraquinho não conseguir resistir mais ao senhor Alzheimer, às tromboflebites e aos desgostos que carrega naquela alma, todos se apresentam para dividir as 16 galinhas que ainda restam à minha avó. 2 galinhas a cada um. Mas como um dos filhos se adiantou e já cá não está, e como a sua herdeira seria a própria mãe, ainda haverá duas galinhas que vão ter que ser distribuídas pelos restantes sete irmãos.

Temos que averiguar o preço por Kg dos peitos, coxas e miúdos para fazer uma distribuição tão equitativa quanto a nossa lei obriga.

Não importa quantas canjas de galinha cada filho deu a comer à sua mãe depois desta estar desabilitada a cozinhar...


domingo, 24 de agosto de 2014

Domingo à Jelly

Tenho a pequena doente.
Credo! Que aflição!
Sexta-feira à noite fez xixi com sangue.
Não consegui dormir quase nada de sexta para sábado.
Sábado de manhã outro xixi igual.
Vet.
Infecção urinária e antibiótico para uma semana.
Não sei como será um dia com filhos. Estava numa aflição porque não conseguia entender o que a Jelly me tentava dizer com os seus olhinhos tristes e com os seus pequenos choros e guinchinhos... Não quero imaginar a aflição de uma mãe com um bebé ao colo e a chorar desmedidamente sem que ambos se consigam entender.
Hoje dia calmo e de repouso. A Jelly (e eu) merece.
É impressionante como se pode desenvolver um sentimento imensurável por uma criatura tão tontinha...



quinta-feira, 24 de julho de 2014

Ontem foi dia de...

... Francesinhas com o Miúdo, a amiga de Manchester, a sua cunhada, a sua melhor amiga e o seu namorado. Só foi uma pena que o amigo de Manchester não tenha vindo.
E fomos comer francesinha em Aveiro para ser a meio para toda a gente.
É tão espetacular ver a barriguinha de pipoca da minha amiga a crescer. E é tão bom falar de coisas para o bebé. É almofadas, é mantas, é resguardo para a caminha...
Só queria tanto conseguir ir a Manchester vê-la mesmo no estado grávidíssima mas ao mesmo tempo queria ir ver o meu sobrinho emprestado logo depois de nascer...
Que aflição anda na minha cabeça!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Reflexões sobre o Dia da Mãe

Um dia, quando for mãe, o meu filho já tiver 30 anos e ele me fizer o que o meu cunhado fez à minha sogra no Dia da Mãe, leva logo uma lamparina como a minha mãe me deu algumas.

Como se costuma dizer: Na hora certa, são com o pão!

No sábado o meu sogro fez anos. Fomos jantar todos juntos.
O meu cunhado, depois da meia noite, entrega à sua mãe (a minha querida sogra) um presentinho do dia da mãe. Naquela hora, acho que a minha sogra ficou bastante entalada. Percebeu que ao receber aquele presentinho ali, queria dizer que o filho não ia estar com ela durante todo o Domingo.
No dia da mãe ele foi almoçar com os pais da namorada. Ok! Mas o dia não é só das 13:00 às 15:00. Tanto quanto sei, o Domingo tem 24 H como qualquer outro dia da semana, embora às vezes não pareça. Sei que não tinha nada urgente para fazer. Podia ter combinado um gelado com a mãe dele a meio da tarde. Um chá! Qualquer coisa! Até um caldo verde às 9h da noite.

Eu valorizo os dias da Família. Acho que dias da família são para se passar com a família, a menos que haja alguma coisa marcada antecipadamente.
Não sou extremista ao ponto de deixar de marcar uma férias ou alguma coisa semelhante só para passar um dia da mãe com a mãe, etc e tal.
Mas acho que, quando temos o dia sem nada marcado, não custa dar um mimo aos que mais gostamos e que mais gostam de nós.
Chamem-me obsoleta, o que quiserem, mas sentimentos não passam de moda. E mimar os que gostamos faz parte de cultivar um sentimento.

Acho que atualmente existe a banalização dos sentimentos e cada vez mais egoísmo nas pessoas.
Estar com a mãe no dia da mãe pode não significar nada para nós, mas se sabemos que é importante para ela, porque não fazer esse pequeno carinho?

E se só não é importante para nós neste momento porque ainda não sabemos o que é a maternidade/paternidade?

Bens materiais não preenchem um dia da mãe.
Momentos agradáveis, sim!

Se algum dia um filho meu vier com um presentinho a achar que está a cumprir a sua missão de bom filho e não dedicar 10 minutos do seu tempo para tomar um chá comigo, leva logo duas sardinhas-sem-olhos (outra espécie que a minha mãe também me ensinou o que era cada vez que eu mijava fora do testo). Mas filho educado por mim não há-de ser assim, certamente. Ou não tivesse eu meia dúzia de valores que vão ser passados para ele como máxima para a vida dele.

Caso cometa algum deslize, encho-lhe os ouvidos que numa próxima, há-de lembrar-se na perfeição.

Convidei os meus sogros, os meus pais e a minha irmã para virem lá almoçar a casa no domingo. Convidei o meu cunhado mas ele não quis vir.

Fizemos umas espetadas grelhadas, camarões grelhados e uns folhados de massa Filo para entrada que estavam deliciosos.
Esquecemos-nos de tirar fotografia depois de saírem do forno. Só tiramos quando estavam crus.


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Maternidade, outra vez

Lá veio o assunto à baila mais uma vez.

Este fim de semana fomos lanchar com a minha ex-futura-cunhada, com a irmã dela e o marido da irmã.
Entre por conversa em dia e contar outras banalidades que não interessam a ninguém mas tornam a conversa mais interessante, vem outra vez o assunto da maternidade para cima da mesa.

Em conversa com a P. (a minha ex-futura-cunhada) o assunto surgiu de uma forma pouco evasiva. Conversávamos sobre uma amiga dela e a P. diz-nos "Ela pergunta por vocês de vez em quando. Até perguntou se já não eram pais" Mas logo de seguida continua, o que me tranquilizou não ter que estar mais uma vez a justificar o porquê de ainda não o sermos. "Oh, eu disse-lhe que vocês ainda são muito novos e que têm tanto tempo para isso".
Acho que pela primeira vez, senti que alguém colocou o assunto em cima da mesa sem ser para que o discutíssemos entre amigos, e não apenas em casal como deveria ser. Surgiu de forma espontânea e foi-se embora no timming certo. Não me senti pressionada a falar sobre a nossa vontade e intenção.

Sou confrontada frequentemente com dois cenários completamente opostos.
Se por um lado, há pessoas que não percebem como é que eu e o Miúdo ainda não somos pais, há outras que nos vêm como miúdos e que atiram esse plano lá para frente por nós porque somos muitos novos.
Sinceramente, entre os dois extremos, prefiro o segundo.

E de facto somos novos e também, de facto, é um assunto que urge cada mais para nós!

Detesto quando as pessoas nos abordam com "Mas ainda não há bebés?", "Deixa para tarde e depois se alguma coisa corre mal, arrependeste", "Olha que o corpo da mulher recupera melhor quando é mais jovem", "Já tenho quase 60 anos e ainda não sou avô enquanto que a minha irmã com a minha idade já quase que pode ser bisavó", "Depois já estás velhas e com filhos na escola".

Por outro lado ouvimos também "Oh, não aproveitem agora a vida não, depois chegam aos 40 e parecem aqueles casais que não viveram nada na juventude", "Vocês são tão novos! Ainda têm que viver mais tempo juntos para amadurecer!" e etc. e tal.

Ok, concordo que qualquer destas frases sejam verdade. Tanto para um lado como para o outro. Mas o que não gosto e não percebo mesmo é a forma como abordam um assunto tão pessoal tão evasivamente.

Será que as pessoas não se tocam?
Não imaginam a quantidade de coisas que já ouvi.
É que há perguntas e perguntas e há relações de confiança diferentes que permitem fazer mais ou menos perguntas. Mas, normalmente, quem tem menos confiança é quem faz mais perguntas porque é quem também conhece menos da nossa vida.

P. estiveste espetacular! :)


Ah.... e só para que conste, temos 27 anos a caminho dos 28 este ano ainda. Se é cedo ou tarde? Só saberemos mais tarde, daqui por muitos anos quando já formos mesmo pais e olharmos para trás.

terça-feira, 18 de março de 2014

Evolução da Família

Durante estes dias que passei com o Miúdo, a minha irmã e os meus pais em Bilbau, pude constatar que a minha definição de família mudou. Não "o que quer dizer" família, mas a minha "constituição" de "família de casa".

Pode parecer duro o que vou escrever, mas é de facto a verdade.
Quando casei e saí de casa para ir morar com o Miúdo, sentia que haviam algumas coisas que não eram tão confortáveis como na casa em que tinha vivido nos últimos anos e com as pessoas com quem tinha vivido desde que nasci, tirando uma ocasião pontual, quando estive em Barcelona a fazer Erasmus. Mas umas coisas compensavam outras. Estava a viver com o Miúdo!

Neste dias que estivemos os 5 debaixo do mesmo tecto percebi que, agora, sentia o oposto. Eram mais as situação de conforto (não sei bem se conforto é a palavra correta, mas acho que percebem o que quero dizer) com o Miúdo do que com os meus pais.
Só a minha irmã é que continua na mesma e isso era ainda mais estranho. Eu acho que a relação entre irmãos (ou pelo menos a minha com a "mais pequena") é sempre diferente. Não sei explicar, mas é assim que sinto.

No fundo, não estou a dizer que gosto menos dos meus pais agora que antes, muito pelo contrario. Acho que, agora que tenho a minha casa, a minha "família de casa" e que tenho mais responsabilidades, percebo melhor os meus pais, compreendo coisas que até há 2 ou 3 anos atrás não compreendia e tenho uma maior admiração por eles. Aliás, dou maior valor aos momentos que passamos juntos, aprecio muito mais a companhia deles. Gosto muito mais deles! No entanto, se tivesse que, por algum motivo, voltar a morar com eles, acho que iria sentir aqueles pequenos desconfortos que senti há quase 2 anos atrás quando fui morar com o Miúdo.

Já com a minha irmã, a coisa é diferente. Não sei explicar. Nunca senti algum desses "desconfortos" na vida com ela. Há uma expressão que a minha avó dizia muitas vezes (e que agora não diz quase nunca porque infelizmente perdeu grande parte da jovialidade nos últimos anos) que é "Já te conheço o cu desde que nasceste" e acho que é precisamente isso. A relação que tive com a minha irmã sempre pisou a linha que separava uma relação entre irmãs e uma relação entre mãe e filha. A minha mãe trabalhava muito, demasiado até, e como eu e a minha irmã fazemos 10 anos de diferença, em muitas coisas era eu que assumia as rédeas. Era eu que lhe dava banho, que a penteava, que verificava se os TPCs estavam feitos, que vigiava as notas dos testes (embora fosse a minha mãe que os assinasse), que a obrigava a comer a sopa mesmo quando fazia birras, que lhe dizia que não podia comer mais chocolates... E acho que no fundo, não tenha apenas uma relação de irmã com ela, mas sim de madrasta malvada porque só fazia papel de mãe para as coisas más. As boas ficavam para a minha mãe que tinha mesmo que ser.

Mas desde que a minha irmã nasceu, há um lugar para ela no meu coração que podem até vir quinhentas "famílias de casa" na minha vida que ela estará sempre incluída.
É um amor diferente de todos os outros e que talvez o vá perceber melhor quando tiver filhos. Quem sabe!

No fundo, acredito que a família evolui e assim tem que ser, mas achei estranho a forma de como senti esta diferença. Claro que, todos juntos (os cinco e a nossa Jelly) somos um família, se juntar primos, tios e avó, tenho uma família maior ainda. Então se juntar uma parte da família que também não dispenso, que são os amigos, maior família tenho. Acho que a isto se chama amadurecimento, ou apenas dissertação sem sentido nenhum. Mas foi isto que senti e refleti.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Carros vs. Bebés vs Projetos

Tinha que ser um jogo de dominó ou tabuleiro para ter 3 players.

Ultimamente ando com a cabeça a 1.000 por ter 10.000 coisas que quero fazer e o tempo / orçamento não chegam para tudo.

Eu e o Miúdo tínhamos decidido que este ano faríamos o InterRail, mas ao que parece já não podemos fazer.
O nosso carro tem 14 anos e 300.000 kms no "lombo". No mês de Janeiro foram 150,00 € à conta dele, no mês de Fevereiro mais 180,00 € e agora no mês de Março já se encontra novamente no médico dos carros e espera-nos uma conta à volta dos 500,00 €. Até já mudamos de mecânico para ver se o panorama mudava, mas não. O motor está impecável, mas o problema são as peças de desgaste que não são feitas da mesma fibra.
Ora, para alguém que em média está a fazer 100 km por dia (700km/semana e 36.500 km/ano, dados comprovados pelo tempos em que fomos com ele à revisão), faz sentido comprar carro, que seja a gasóleo e novo ou semi-novo.
Fomos ver carros e mais carros e chegamos à conclusão que teremos que ficar 2 anos a pagar uma mensalidade porque as nossa poupanças permitem-nos comprar pouco mais que uma scooter.

Claro que isto hipotecará os nossos projetos durante dois anos e além disso, adiará involuntariamente a maternidade.
Se comprarmos o carro, que vamos comprar, vamos ficar dois anos sem viagens, sem executar projetos profissionais que tínhamos em mente e que são mais arriscados e adiaremos o maior projeto que temos a dois, a maternidade.

Nos próximos dois anos provavelmente ia optar por não ter filhos caso estas coisas não se atropelassem todas agora mas ia ter sempre disponível a opção de ter caso quisesse. Assim, não haverá mesmo essa possibilidade.
Mas a verdade é que se não compramos carro agora, inevitavelmente vamos continuar a ter imensas despesas com o nosso querido bólide e e teremos que o comprar daqui a 3 ou 4 anos, precisamente quando pimpolhos andarem por cá e o orçamento familiar estiver mais esmagado. E o problema é que, para nós, o carro é uma peça de trabalho fundamental. Não posso ir para o trabalho de transportes públicos porque depois preciso do carro para fazer deslocações a trabalho.

Com algum pena minha, vamos mesmo adiar projetos mas com alguma felicidade minha, vamos comprar um carro giro certamente, que um dia mais tarde vai levar os nossos filhos à escola e nos levará de férias num estilo bem mais comedido.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Para os meus filhos será fundamental

Um dia, quando puder ser mãe vou querer que os meus filhos cresçam com animais. Se possivel, com muitos.
As crianças que cresceram com animais (e digo crescer com animais no sentido de partilharem uma vida em conjunto, terem as suas próprias histórias e brincadeiras, serem amigos um do outro, não do cão ficar no jardim e não entrar dentro de casa), quando viram adultos tornam-se pessoas mais altruístas, mais carinhosas, mas atentas e atenciosas. São pessoas melhores.
Tenho pena dos meus pais terem deixado sempre os cães e todos os outros animais da minha infância na parte de fora de casa. Vá, a tartaruga terrestre e os peixes conseguiram entrar. No entanto, isso fez-me ir lá para fora brincar sempre que não chovia.
Cresci enquanto dava batatas fritas e KitKat à minha pequena Kitucha às escondidas do meu pai.
Cresci a levar umas valentes palmadas no rabo porque trazia os caracóis numa tábua de madeira para cima da mesa da cozinha, construía casas para eles com os cartões do bingo e fazia-lhes casamentos.
Cresci enquanto todas as manhãs a nossa pomba vinha acordar-nos bem cedo (inclusive ao domingo) esbicando a janela da casa de banho.
Cresci a acompanhar o meu pai na reprodução de periquitos e canários, espreitar para dentro das casinhas de madeiras dos pássaros para ver se já havia ovos e esperar que de lá de dentro saíssem mais uns passarinhos.

Acho que animais e crianças são a melhor combinação do mundo. Sejam gatos, cães, tartarugas, peixes, hamsters ou que quer que seja.

Owen é um rapaz de 7 anos que tem um síndrome raro que faz com que todos os músculos do seu corpo estejam em estado de tensão constante. Haatchi é o seu cão, companheiro e amigo que perdeu uma pata num acidente de comboio. Juntos, enfrentam dificuldades semelhantes mas sempre com o apoio um do outro.
A solução para muito problemas está muitas vezes na relação entre crianças e animais.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Maternidade?

Não, não estou grávida!
Mas queria!
Mas não agora!

Ultimamente tenho conversado muito com o Miúdo sobre o nosso futuro, temos feito muitos planos e temos projetado muitas coisas para a nossa vida.

A maternidade tem estado incluída nas nossas conversas.

Ultimamente temos pensado em como organizar a nossa vida profissional, dar-lhe um rumo para depois nos dedicarmos mais aos projetos pessoais. Mudança é essencialmente o que mais procuramos.
Quem está por fora da nossa vida poderia julgar e com todo o direito "Então têm um emprego na área de formação, é estável, estão efetivos na empresa, que mais podem querer?" Eu poderia responder: Progressão na carreira, Aprendizagem constante, Reconhecimento e uma série de outra coisas que para mim são mais importantes que um salário fixo ao final do mês.

Neste fim-de-semana tiramos o sábado à tarde para organizar as ideias e definir o que vamos fazer daqui em diante. Agora que temos planos definidos e prioridades, é só colocar projetos em marcha.

Vou deixar de estar numa posição confortável para passar para uma posição desconfortável. Vou passar do certo para o incerto.

Durante a tarde de hoje, num daqueles momentos em que a produtividade baixou ao nivel dos -3 ou mais, estava a pensar que todas estas mudanças vão adiar alguns projetos pessoais, desde os mais pequenos aos maiores. Se o plano entrar em marcha, em poucos meses estou fora daquela empresa (que odeio até às pontas dos cabelos) mas a trabalhar a 200% num projeto profissional nosso, meu e o do Miúdo. Se assim for, o primeiro plano pessoal a ficar em modo standby será o Interrail. Depois outros até que tocará a Maternidade.

Quero muito ser mãe mas tenho a plena consciência que se for mãe enquanto ali estiver a trabalhar, vou ficar presa aquela porra para muitos anos. Para mim, arriscar é antes de ter filhos. Depois, também se pode, mas com muito mais contenção.

Por isso, maternidade, com muita pena minha, ficaras de parte para os próximos tempos, embora vá falar de ti cada vez mais e com maior frequência certamente.

Só espero que esta loucura dê certo como todas as que já fiz na vida. Mais uma!
Devo gostar mesmo de andar com aquele formigueiro no coccix normal das situações de desconforto.